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● ANÁLISE INDEPENDENTE · SEM PARTIDO

🔍 Lentes de Verificação

Checagens independentes que rodamos para testar uma coisa só: a previsão está pendendo para algum lado? Estas lentes não alteram o número publicado — são transparência.

⚠️ Leia antes A corrida hoje é um empate técnico. A diferença entre os dois primeiros (~2pp) é menor que a incerteza real (±6pp), então o resultado está em aberto. As lentes abaixo têm peso zero no número — existem para auditar a neutralidade, não para cravar vencedor. Atualizamos conforme o quadro de candidatos e as pesquisas mudam.
1

Como os indecisos se dividem

peso zero

Cerca de 13% dos eleitores ainda não decidiram. Como esse grupo se reparte muda o resultado. Em vez de chutar, testamos várias hipóteses (dividir proporcional, meio a meio, ou inclinado para cada lado) contra três eleições passadas — 2014, 2018 e 2022 — para ver qual erra menos.

O que achamos: nenhuma inclinação se justifica. Inclinar para qualquer um dos lados piora a previsão. A lição mais clara veio de 2014: os indecisos não se dividiram meio a meio — quebraram para o lado do incumbente. Dividir proporcional é o ponto de partida mais honesto, e qualquer mão pesada para um lado é viés.

2

Quem é o adversário

peso zero

Até 15/08/2026 esta era a maior incerteza do ciclo: não se sabia quem enfrentaria Lula, e o portal usava um rótulo genérico por falta de nome. O prazo de registro fechou. Foram 13 pedidos de registro à Presidência protocolados no TSE, e a pergunta mudou de figura: não é mais quem será indicado, e sim qual dos registrados chega ao 2º turno — com os pedidos ainda sob análise da Justiça Eleitoral, que pode deferir ou indeferir cada um.

Duas consequências para a leitura desta página. Primeiro, o adversário agora aparece pelo nome em todo o portal; rótulo de campo ideológico saiu, porque não descreve nada que a gente meça — o que medimos é intenção de voto por candidato. Segundo, dois nomes que apareciam aqui como candidatos não registraram candidatura à Presidência (Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior). Cenários de 2º turno testados com eles antes do prazo continuam no banco como histórico, e é assim que estão marcados — não como disputa viva.

Os números por candidato saem da página principal, que recalcula todo dia a partir das pesquisas registradas. Não ficam decorados aqui: a tabela que existia neste ponto trazia percentuais de antes do registro, com dois não-candidatos entre eles — número escrito em página estática apodrece sozinho e vira critério errado depois.

Cada confronto de 2º turno é diferente: alguns ficam mais apertados para um lado, outros para o outro, e a maioria está dentro da margem — em aberto. Se o quadro mudar, a previsão muda junto.

3

Tira-um-instituto

peso zero

Será que o número depende de um instituto específico puxando para um lado? Para checar, removemos cada instituto, um de cada vez, e recalculamos tudo.

O que achamos: tirar qualquer instituto sozinho move o resultado no máximo 0,45pp. Nenhuma pesquisa isolada — de viés para um lado ou para o outro — está sequestrando o número. O agregado é robusto.

4

Modo de coleta da pesquisa

peso zero

Pesquisa presencial (na rua/casa) e pesquisa online capturam perfis diferentes de eleitor, e por isso tendem a pender para lados opostos — uma diferença de ~2,8 pontos entre os modos. É um efeito real e simétrico (puxa para os dois lados).

O que achamos: o conjunto de pesquisas que usamos é equilibrado entre os modos, então no agregado o efeito quase se anula (≈0). Recomendação interna: registrar o modo de coleta de mais pesquisas para acompanhar isso de perto.

5

Abstenção

peso zero

Quem falta no dia da eleição não é um grupo aleatório: historicamente, eleitores de menor renda e escolaridade votam menos. Isso é uma incerteza que as pesquisas não captam bem, porque elas perguntam para quem responde — não para quem fica em casa.

O que achamos: entre estados o efeito é quase nulo (a abstenção foi bem parecida pelo país em 2022). O que pesa é o perfil de quem se ausenta. Estimamos que esse fator pode mover o resultado em torno de 0,1 a 0,7pp — favorecendo o lado cuja base comparece mais. É um risco real, mas limitado, e o declaramos abertamente em vez de fingir que não existe.

6

Mercado de apostas

peso zero

Como referência externa, olhamos o que mercados de previsão (tipo Polymarket) precificam — por exemplo, quem o mercado acha que chega ao 2º turno. Não entra no número (mercados são finos e dominados por dinheiro estrangeiro), mas serve para cruzar com o nosso quadro de adversários.

✓ Conclusão das lentes Nenhuma delas justifica inclinar a previsão para um lado. Quando alguma move o número, ela move contra o líder da margem — o que mostra que o modelo não está torcendo. A maior incerteza real não é viés de pesquisa: é qual dos candidatos registrados chega ao 2º turno.
Honestidade Estas lentes não dão certeza — dão calibragem. A única validação de verdade é a urna, em outubro de 2026. Até lá, tratamos o resultado como em aberto e atualizamos conforme as pesquisas e o quadro de candidatos mudam.